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Sonho de 2018-11-25 - Escuridão

Cléber

* Date: 2018-11-26 02:25:39 * Modified: 2018-11-30 16:12:23 Sonhei que estava descendo a rua aqui de casa com dois livros na mão. Era de madrugada e absolutamente não havia luz nenhuma, sequer da lua. Todos os postes estavam apagados. Mas também não chegava a ser um completo breu. Eu provavelmente me dirigia ao templo de uma igreja evangélica que fica a algumas quadras. Os livros eram curiosos: um deles era "oco", e ficava como que "dançando" na minha mão, por falta de ter uma boa superfície para segurá-lo. Era como segurar uma armação de porta-retrato, retangular, mas sem retrato, como se cada uma das folhas tivesse um vão quadrado cortado exatamente no mesmo lugar, inclusive nas capas. Por isso eu o levava pressionado junto ao outro, que era um livro normal. Nenhum dos dois era uma Bíblia (Bíblias são claramente distinguíveis, geralmente, nos meus sonhos). Ao me aproximar da esquina com a avenida que cruza a rua de casa, olhei para a esquerda e vi que, ao longe, vinha uma mulher e seu filho pequeno. Curiosamente, eu tive a sensação de serem personagens daqueles que repetem-se "inter-sonhos". Nessa hora eu já devia estar num estado intermediário de consciência. (Mas a mulher e seu filho **não são**, na verdade, personagens recorrentes.) Achei curioso notar que o nível de detalhes do lugar após a curva que havia pouco antes de onde os dois estavam era baixíssimo. Até as casas pareciam menores ou incompletas na minha cabeça, como se ali fosse um lugar que eu mesmo havia explorado muito pouco. Ao cruzar a avenida, percebi que uma picape pequena de modelo popular parecia querer entrar na avenida. Eu estava do lado direito e o veículo parecia querer virar à direita. Mas olhei para trás e percebi que ele havia passado do ponto certo de fazer a curva, agora parecendo mesmo era que iria reto. Mas, ao invés de acelerar, senti que não saía do lugar. Agora o veículo parecia querer entrar na pista, mas como que na contra-mão (na pista da esquerda, que era onde eu já estava). De qualquer forma, apontando sempre para mim, que ainda tentava terminar de chegar ao outro lado. Fiquei meio desesperado, querendo terminar logo a travessia, mas sem conseguir. Não sei se por medo ou o que, eu parecia claudicante. E o carro estava lá, "olhando" para mim, carregando os dois livros, um deles oco. E então eu acordei.

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